As profundas diferenças entre Bolsonaro e Putin por trás de relação am

16/02/2022

Embora os presidentes do Brasil e da Rússia, Jair Bolsonaro e Vladimir Putin, exibam ao mundo uma admiração mútua e afinidade nos modos de governar, há também profundas diferenças em suas jogadas no tabuleiro internacional.Especialistas em relações internacionais entrevistados pela BBC News Brasil apontam como algumas dessas diferenças: os laços de proximidade da Rússia com Cuba, Venezuela e China, países aos quais Bolsonaro reserva críticas pesadas; e também a postura colaborativa de Moscou com o multilateralismo e organismos internacionais como as Nações Unidas (ONU), outro alvo do presidente brasileiro.

Mas no encontro entre Bolsonaro e Putin, planejado para esta quarta-feira (16/02), ambos deverão demonstrar harmonia e deixar percalços para fora. Afinal, a agenda é potencialmente positiva em um cenário crítico para os dois.

"Essa é uma viagem de mise-en-scène (algo como encenação, em tradução livre). É uma conveniência para o candidato à presidência (Bolsonaro) que está isolado de todos os demais países do Ocidente e que não tem interlocução na América Latina, com exceção do Uruguai, Colômbia e Paraguai. Sem contar as falas e posturas de Bolsonaro em relação ao governo Joe Biden, nos Estados Unidos. Para ele que está isolado, aparecer do lado de um grande estadista ajuda a elevar sua estatura", analisa Marcos Cordeiro Pires, professor e pesquisador de relações internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

"Por outro lado, na perspectiva do Putin, no momento em que ele está testando os limites da institucionalidade internacional, aparecer com outro presidente, de um país grande como o Brasil, é também conveniente. Putin está tensionando e também está sob tensão", acrescenta o pesquisador, referindo-se à crise da Ucrânia, em que potências ocidentais alertam para o risco de invasão da Rússia ao seu país vizinho.

Professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o cientista político Guilherme Casarões aponta ainda outros ganhos que a viagem à Rússia pode representar para Bolsonaro, ainda mais em ano eleitoral.

"Ele vai passar uma mensagem para a sua base eleitoral de que ele tem credibilidade política lá fora. Isso é uma forma de se contrapor as evidências, que certamente serão usadas na campanha eleitoral contra o Bolsonaro, de que ele proporcionou o maior isolamento internacional do Brasil na história. O principal candidato nas eleições desse ano, o Lula, tem um legado diplomático muito consistente para defender", diz Casarões, considerando que pesquisas eleitorais têm mostrado a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro e segundo turno.

Para o cientista político, a viagem atende também a "grupos de interesse organizados que estão sustentando a candidatura de Bolsonaro": o agronegócio e os militares, setores que podem ser beneficiados com negociações comerciais e o desenvolvimento tecnológico envolvendo os russos.

Apesar dos frutos que os presidentes do Brasil e da Rússia podem colher do encontro, a política externa de seus países têm raízes bastante diferentes.

China, Cuba e Venezuela

O professor Marcos Cordeiro Pires diz que tem grande projeção política mas pouca relevância real no bilateralismo Brasil-Rússia a aproximação entre Bolsonaro e Putin de um ultraconservadorismo internacional, algo representado por seus respectivos gurus, Olavo de Carvalho (que morreu em janeiro) e Alexandr Dugin. Pires aponta também para semelhanças entre os dois presidentes em temas como os direitos de homossexuais e na intolerância a dissidentes políticos.

Para o pesquisador, importa mais o posicionamento efetivo — e divergente — da Rússia e do Brasil no cenário internacional.

Embora Putin e Bolsonaro exibam ao mundo uma admiração mútua e afinidade nos modos de governar, há também grandes diferenças em suas jogadas no tabuleiro internacional

Brasil registra 909 mortes por covid-19 e 123 mil novos casos nas últi

16/02/2022

O Brasil registrou 909 novas mortes pela covid-19 nesta terça-feira, 15. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 847. O número médio de óbitos está acima de 800 desde o dia 8 de fevereiro, mas caiu nas últimas 24 horas (nesta segunda-feira, havia chegado a 885).

O número de novas infecções pelo coronavírus nesta terça-feira foi de 123.827, valor inferior ao que vinha sendo registrado diariamente durante a semana passada. A média móvel de casos está em 127.077 e vem caindo desde o dia 4 de fevereiro.

No total, o Brasil tem 639.822 mortos e 27.664.958 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 23.783.443 pessoas estão recuperadas da covid-19.

O Estado que mais registrou mortes nesta terça-feira foi São Paulo, com 251 mortes. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro (91). O Estado de Roraima, por outro lado, registrou 2 mortes nas últimas 24 horas e é o Estado com menos óbitos no período.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

O melhor horário para almoçar sem medo de engordar, segundo nutricioni

04/02/2022

Além do que está no prato, também é importante se atentar aos horários das refeições, afinal manter o corpo “abastecido” é essencial para que não haja falta de energia e produtividade ao longo do dia.

+ O melhor horário para tomar café da manhã, recomendado por nutricionista

+ 7 dicas para iniciar e manter o foco no jejum intermitente

O almoço está entre as principais refeições do dia, mas é comum ser realizado “quando sobra tempo”. No entanto, essa prática não é ideal, segundo nutricionistas entrevistadas pelo “Eat This, Not That!”, de onde são as informações, que defendem a importância de estabelecer uma rotina alimentar.

Segundo as especialistas, o horário do almoço e a quantidade de comida no prato variam conforme o horário do café da manhã e o que foi consumido nesse período. Elas explicam que se você toma café da manhã por volta das 8 horas, é melhor almoçar entre 12 e 14 horas.

Cynthia Sass explica que os níveis de atividade física também desempenham um grande papel no momento da alimentação. “Isso depende muito do seu nível de atividade durante esse período, mas, logicamente, se você pulou o café da manhã ou comeu algo muito pequeno, deve sentir mais fome mais cedo e precisar abastecer seu corpo para apoiar sua atividade — mesmo que seja apenas no trabalho”, diz.

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